Pontos-de-Virada

Estrutura da cena: Compreendendo os Pontos-de-Virada

Scene Structure: Understanding Turning Points

July 4, 2011 — leeallenhoward

Nota da Tradutora: Escolhi traduzir turning points como ponto de virada e/ou reviravolta e/ou inversão segundo seja um ponto-de-virada (de direção), reviravolta (de perspectiva) e/ou inversão (de valores). Embora extensa e quiçá redundante, esta tradução é a meu ver a que coopta a diversidade aplicativa de um turning point. A conjunção e/ou vai aparecer simplemente como barra (/). Um “ponto de virada/reviravolta / inversão pode exercer uma das três ou uma combinação de duas ou três funções. 

Siga o link para encontrar o original, com gráficos e outros elementos de suporte de aprendizagem:

http://leeallenhoward.com/2011/07/04/scene-structure-understanding-turning-points/

Toda cena precisa de conflito. E toda cena tem que obrigatoriamente conter um ponto-de-virada/reviravolta/inversão.
Aqui algumas considerações acerca do ponto-de-virada/ 

reviravolta/inversão, elemento crucial de toda cena. 

O que é a cena?

A cena é um segmento distinto da história em que personagens envolvem-se em conflito e tomam atitutes/ações significativas que o roterista deve memoravelmente ilustrar como se os acontecimentos estivessem acontecendo em tempo real. 

Robert McKee no seu influente STORY recomenda que toda cena seja um acontecimento da história, e que cada tenha de conter obrigatoriamente uma“virada/revirada/inversão”.

O que está em jogo para seu personagem?

A cena é como uma história em miniatura: tem começo, meio e fim. “Não importa local e extensão”, diz McKee, “a cena é unificada em torno de desejo, ação, conflito e mudança.”

A cena começa com o problema ou objetivo baseado em alguns valores que estão em jogo naquele momento da vida de seu personagem. O que está em jogo? Amor? Verdade? Segurança? Honra? Justiça? Senso de Propósito? Gêneros de Ação estimulam-se por valores como liberdade/escravidão ou justiça/injustiça. Histórias Educacionais estimulam-se por valores interiores como auto-descobrimento/auto-decepção-desilusão ou vida com sentido/sem sentido.

No capítulo 1 de THE SIXTH SEED, está em jogo a liberdade, tanto pessoal como financeira, do protagonista Tom Furst .

Examine cada uma de suas cenas e identifique o que está em jogo para seu personagem.

Quais são os Objetivos do Personagem?

O objetivo de Tom é baseado no desejo de mudar o atual estado de sua liberdade.

Em cada cena seu personagem persegue um desejo imediatista, de breve duração. Este objetivo da cena tem que obrigatoriamente ser parte ou momento do objetivo maior do personagem na história como um todo. 
Numa cena, seu personagem persegue o objetivo da cena enfrentando conflito ou oposição para tomar decisões ou agir de modo específico.

A cena ilustra este processo de empurra-puxa. O processo é construído em “beats”, unidades individuais de ação e reação. Seu personagem diz : “Pare de fazer isto”. O opositor diz: “Não pararei”. De beat-em-beat, esta dança de comportamento escala progressivamente. O último beat da cena deve obrigatoriamente terminar com um ponto de virada/reviravolta/inversão.

Presenteie o Inesperado.

Neste processo de acumular ações/reações entre seus personagens, os conflitos entre eles produzem uma grande reação que seu personagem deve falhar em não prever. MkKee explica isto:

O efeito é de rachar, abrindo ainda mais, o espaço entre expectativa e resultado, revirando a sorte exterior, a vida interior, ou ambos, de um valor positivo a um valor negativo ou de um valor negativo a um valor positivo, valores que a audiência entenda que estão em jogo.

Seu personagem pergunta: “Porque não para de fazer isto? Está me machucando”. O antagonista na cena responde “Porque seu/sua melhor amigo/a gosta do que eu estou fazendo. E eu estou apaixonada/o por ele/ela”. BAM!

Deste modo, a cena cria uma mudança que mesmo mínima é significante. 

Como você faz este arranjo?

A polaridade tem que obrigatoriamente mudar.

Uma vez que você tenha identificado o valor central, determine sua polaridade no início de sua cena: positivo ou negativo.

Por exemplo, com Tom Furst no THE SIXTH SEED, o valor de liberdade no começo do capítulo 1 é negativa. Ele está entre a cruz e a espada e precisa aumentar sua liberdade para obter algum alívio financeiro. Seu objetivo é submeter-se a uma vasectomia (um procedimento tão intenso que você tem de ler por si mesmo), que será um pequeno passo para reconquistar a liberdade – ou ao menos é o que ele pensa.

Seu personagem começa a cena com duas coisas: a atual polaridade (+/-) do valor central, e seu objetivo imediato. Então ele:

• Encontra a oposição (aquele que tem um objetivo e valor próprios).
• Envolve-se em conflito (troca escalonária de beats de comportamento)
• Ao fim experimenta um resultado.

Este resultado é o ponto de virada/reviravolta/inversão da cena —o momento onde o valor do personagem muda a polaridade. 

Os efeitos dos pontos de virada/ reviravolta/inversão, segundo McKee, incluem: surpresa, aumento da curiosidade, revelação e nova direção. 

O ponto de virada/reviravolta/inversão oferece nova informação e objetivo para a próxima cena. 

Ao fim da cena, qual é o estado do valor do ponto-de-vista do personagem? 

É positivo, negativo, ou ambos? 

Compare a valor do início e do fim. Se este valor não muda a polaridade, então o que esta cena está fazendo em sua narrativa? McKee enfatiza:
Se a carga do estado do valor da vida do personagem permanece inalterada entre o final de uma cena e o final da cena seguinte, nada essencial aconteceu, a cena é um não-evento. Esta cena não é um verdadeiro acontecimento. Corte-a. Se a cena esta ali meramente para exposição, ela precisa de mais razões. Toda cena tem que obrigatoriamente virar/revirar/inverter.

Como fazer suas cenas revirar/revirar/inverter?

Manipule suas cenas usando o seguinte processo:

Inicie com um valor que esteja em jogo na vida de seu personagem, Baseie o objetivo da cena naquele valor. Você pode também começar com o objetivo e descobrir o que está em jogo. 

Determine a motivação e o objetivo do opositor na cena (seu antagonista ou suas forças antagonistas não podem existir apenas para ser um mero aborrecimento para seu personagem).

No decorrer da cena desafie e ameace o estado daquele valor através de conflito entre seu personagem e a oposição. 

Beats devem escalonar de modo lógico e progressivo—não dê um salto abismal da racionalidade ao absurdo ou da frouxidão à alta tensão.

Certifique-se que último beat seja o ponto de virada/reviravolta/inversão, a reação que carregue o fruto da surpresa, aumenta a curiosidade, traz uma revelação, ou dá uma nova direção.

Avalie se o processo de beats e o ponto de virada/reviravolta/inversão trocou a polaridade do valor de seu personagem. Se não, continue reescrevendo.

Qual o resultado do ponto de virada/reviravolta/inversão—a surpresa, a curiosidade, a revelação, a nova direção? Este é o ponto de início da próxima cena do enredo.

Nota: Se você é um que trabalha predeterminando o enredo ou executando sumários, você talvez ache útil mapear o valor/objetivo/ponto –de-virada-reviravolta-inversão/resultado de cada cena para certificar-se que suas cenas estão interligadas de modo lógico em uma grande corrente de causa-e-efeito ao longo de sua narrativa. Assim como beats escalonam até o ponto-de-virada/reviravolta/inversão da cena, assim também cenas escalonam até um ponto-de-virada/reviravolta/inversão na narrativa total. 

Teste este processo analizando roteiros bem escritos. 

Aplique este processo em suas próprias cenas. 

Estrutura da cena: Compreendendo os Pontos-de-Virada

Scene Structure: Understanding Turning Points

July 4, 2011 — leeallenhoward

Nota do Tradutor: Escolhi traduzir turning points como ponto de virada e/ou reviravolta e/ou inversão segundo seja um ponto-de-virada (de direção), reviravolta (de perspectiva) e/ou inversão (de valores). Embora extensa e quiçá redundante, esta tradução é a meu ver a que coopta a diversidade aplicativa de um turning point.  A conjunção e/ou vai aparecer simplemente como barra (/).  Um “ponto de virada/reviravolta / inversão pode exercer uma das três ou uma combinação de duas ou três funções.

Siga o link para encontrar o original, com  gráficos e outros elementos de suporte de aprendizagem:

http://leeallenhoward.com/2011/07/04/scene-structure-understanding-turning-points/

Toda cena precisa de conflito. E toda cena tem que obrigatoriamente conter um ponto-de-virada/reviravolta/inversão.

Aqui algumas considerações acerca do ponto-de-virada/ reviravolta/inversão, elemento crucial de toda cena.

O que é a cena?

A cena é um segmento distinto da história em que personagens  envolvem-se em conflito e tomam atitutes/ações significativas que o roterista deve memoravelmente ilustrar como se os acontecimentos estivessem acontecendo em tempo real.

Robert McKee  no seu influente STORY recomenda que toda cena seja um acontecimento da história, e que cada tenha de conter obrigatoriamente  uma“virada/revirada/inversão”.

O que está em jogo para seu personagem?

A cena é como uma história em miniatura: tem começo, meio e fim. “Não importa local e extensão”, diz McKee, “a cena é unificada em torno de desejo, ação, conflito e mudança.”

A cena começa com o problema ou objetivo baseado em alguns valores que estão em jogo naquele momento da vida de seu personagem. O que está em jogo? Amor? Verdade? Segurança? Honra? Justiça? Senso de Propósito? Gêneros de Ação estimulam-se por valores como liberdade/escravidão ou justiça/injustiça. Histórias Educacionais estimulam-se por valores interiores como auto-descobrimento/auto-decepção-desilusão ou vida com sentido/sem sentido.

No capítulo 1 de THE SIXTH SEED, está em jogo a liberdade, tanto pessoal como financeira, do protagonista Tom Furst .

Examine cada uma de suas cenas e identifique o que está em jogo para seu personagem.

Quais são os Objetivos do Personagem?

O objetivo de Tom é baseado no desejo de mudar o atual estado de sua liberdade.

Em cada cena seu personagem persegue um desejo imediatista, de breve duração. Este objetivo da cena tem que obrigatoriamente ser parte ou momento do objetivo maior do personagem na história como um todo.

Numa cena, seu personagem persegue  o objetivo da cena enfrentando conflito ou oposição para tomar decisões ou agir de modo específico.

A cena ilustra este processo de empurra-puxa. O processo é construído em “beats”, unidades individuais de ação e reação. Seu personagem diz : “Pare de fazer isto”. O opositor diz: “Não pararei”. De beat-em-beat, esta dança de comportamento escala progressivamente. O último beat da cena deve obrigatoriamente terminar com um ponto de virada/reviravolta/inversão.

Presenteie o Inesperado

Neste processo de acumular ações/reações entre seus personagens, os conflitos entre eles produzem uma grande reação que seu personagem deve falhar em não prever. MkKee explica isto:

O efeito é de rachar, abrindo ainda mais, o espaço entre expectativa e resultado, revirando a sorte exterior,  a vida interior, ou ambos,  de um valor positivo a um valor negativo ou de um valor negativo a um valor positivo, valores que a audiência entenda que estão em jogo.

Seu personagem pergunta: “Porque não para de fazer isto? Está me machucando”. O antagonista na cena responde “Porque seu/sua melhor amigo/a gosta do que eu estou fazendo. E eu estou apaixonada/o por ele/ela”.  BAM!

Deste modo, a cena cria uma mudança que mesmo mínima é significante.

Como você faz este arranjo?

A polaridade tem que obrigatoriamente mudar.

Uma vez que você tenha identificado o valor central, determine sua polaridade no início de sua cena: positivo ou negativo.

Por exemplo, com Tom Furst no THE SIXTH SEED, o valor de liberdade no começo do capítulo 1 é negativa. Ele está entre a cruz e a espada  e precisa aumentar sua liberdade para obter  algum alívio financeiro. Seu objetivo é submeter-se a uma vasectomia (um procedimento tão intenso que você tem de ler por si mesmo), que será um pequeno passo para reconquistar a liberdade – ou ao menos é o que ele pensa.

Seu personagem começa a cena com duas coisas: a atual polaridade (+/-)  do valor central,  e seu objetivo imediato. Então ele:

  • Encontra a oposição (aquele que tem um objetivo e valor próprios).
  • Envolve-se em conflito (troca escalonária de beats de comportamento)
  • Ao fim experimenta um resultado.

Este resultado é o ponto de virada/reviravolta/inversão da cena —o momento onde o valor do personagem muda a polaridade.

Os efeitos dos pontos de virada/ reviravolta/inversão, segundo McKee, incluem: surpresa, aumento da curiosidade, revelação e nova direção.  

O ponto de virada/reviravolta/inversão oferece nova informação e objetivo para a próxima cena.

Ao fim da cena, qual é o estado do valor do ponto-de-vista do personagem?  É positivo, negativo, ou ambos?

Compare a valor do início e do fim. Se este valor não muda a polaridade, então o que esta cena está fazendo em sua narrativa? McKee enfatiza:

Se a carga do estado do valor da vida do personagem permanece inalterada entre o final de uma cena e o final da cena seguinte, nada essencial aconteceu, a cena é um não-evento. Esta cena não é um verdadeiro acontecimento. Corte-a. Se a cena esta ali meramente para exposição, ela precisa de mais razões. Toda cena tem que obrigatoriamente virar/revirar/inverter.

Como fazer suas cenas revirar/revirar/inverter?

Manipule suas cenas usando o seguinte processo:

Inicie com um valor que esteja em jogo na vida de seu personagem, Baseie o objetivo da cena naquele valor. Você pode também começar com o objetivo e descobrir o que está em jogo.

Determine a motivação e o objetivo  do opositor  na cena (seu antagonista ou suas forças antagonistas  não podem existir apenas para  ser um mero aborrecimento para seu personagem).

No decorrer da cena desafie e ameace o estado daquele valor através de conflito entre seu personagem e a oposição.

Beats devem escalonar de modo lógico e progressivo—não dê um salto abismal da racionalidade ao absurdo ou da  frouxidão à alta tensão.

Certifique-se que último beat seja o ponto de virada/reviravolta/inversão, a reação que carregue o fruto da surpresa, aumenta a curiosidade, traz uma revelação, ou dá uma nova direção.

Avalie se o processo de beats e o ponto de virada/reviravolta/inversão trocou a polaridade do valor de seu personagem. Se não, continue reescrevendo.

Qual o resultado do ponto de virada/reviravolta/inversão—a surpresa, a curiosidade, a revelação, a nova direção? Este é o ponto de início da próxima cena do enredo.

Nota: Se você é um que trabalha predeterminando o enredo ou executando  sumários, você talvez ache útil mapear o valor/objetivo/ponto –de-virada-reviravolta-inversão/resultado de cada cena para certificar-se que suas cenas estão interligadas de modo lógico em uma grande corrente de causa-e-efeito ao longo de sua narrativa. Assim como beats escalonam  até o ponto-de-virada/reviravolta/inversão da cena, assim também cenas escalonam até um ponto-de-virada/reviravolta/inversão na narrativa total.

Teste este processo analizando roteiros bem escritos.

Aplique este processo em suas próprias cenas.

Estrutura da Cena

 

Comentários ao Artigo:

Ron Edison Says:
July 4, 2011 at 4:48 pm

Interessante. Na Universidade  MWA, um dos apresentadores recomendou aproximar-se de cada cena como um “acordo de negócios” para seu protagonista—ele tem alguma coisa que ele quer em cada cena e se ele obtem ou não isto é—muito próximo ao método de McKee de assinalar  ‘+/-’ nas cenas.

 

 

Texto Original

Scene Structure: Understanding Turning Points

July 4, 2011 — leeallenhoward

Every scene needs conflict. And every scene must “turn.” Here’s some insight about the turning point, a crucial ingredient of every scene.

What’s a Scene?

A scene is a discrete story segment in which your characters engage in conflict and take significant actions that you portray memorably as if the events were happening in real time. Robert McKee in his seminal STORY recommends that every scene be a story event. And every scene must “turn.”

What’s at Stake for Your Character?

A scene is like a story in miniature: it has a beginning, middle, and end. “No matter locations or length,” says McKee, “a scene is unified around desire, action, conflict, and change.”

A scene begins with a problem or goal that’s based on some value at stake in your character’s life at the moment.What’s at stake? Love? Truth? Safety? Honor? Justice? Meaningfulness? Action genres turn on values such as freedom/slavery or justice/injustice. Educational stories turn on interior values such as self-awareness/self-deception or life as meaningful/meaningless.

In chapter 1 of THE SIXTH SEED, my protagonist Tom Furst’s freedom is at stake, both personal and financial.

Examine each of your scenes and identify what’s at stake for your character.

What’s Your Character’s Objective?

Tom’s goal is based on a desire to change the current state of his freedom.

In each scene your character pursues an immediate, short-term desire. This scene goal must be sub-goal of his or her greater story objective. In a scene, your character goes after this scene goal by enduring conflict or oppositionto make a decision or take a specific action.

The scene portrays this push and pull. The process is built on beats, individual units of action and reaction. Your character says, “Stop doing that.” The opposition says, “I won’t.” Beat by beat, this dance of behaviors escalates progressively. The last beat must end with a turning point.

Deliver the Unexpected

In this process of mounting action/reaction between your characters, their conflict produces a big reaction that your character failed to anticipate. McKee explains that:

The effect is to crack open the gap between expectation and result, turning his outer fortunes, inner life, or both from the positive to the negative or the negative to the positive in terms of values the audience understands are at risk.

Your character asks, “Why won’t you stop doing that? It’s hurting me.” The scene antagonist replies, “Because your best friend likes what I’m doing. And I’m in love with him.” BAM!

In this way, a scene creates change in a minor yet significant way. So how do you set this up?

Polarity Must Change

Once you’ve highlighted the core issue, state the charge of that value at the start of the scene: positive or negative.

For example, with Tom Furst in THE SIXTH SEED, the value of freedom at the start of chapter 1 is negative. He’s between a rock and a hard place and needs to increase his freedom to gain some financial breathing room. His goal is to undergo a vasectomy (a procedure so intense you have to read it for yourself!), a small step in gaining that freedom back—or so he thinks.

Your characters begin the scene with two things: the current charge (+/-) of their core value at stake, and their immediate goal. Then, they:

Encounter the opposition (who also has a goal and value of their own)

Engage in conflict (exchange escalating behavior beats)

Finally experience an outcome

This outcome is the turning point of the scene—the moment where your character’s value changes polarity.

The effects of turning points, according to McKee, include: surprise, increased curiosity,insight, and new direction. The turning point provides new information and a goal for the next scene.

At the end of the scene, what is the state of your POV character’s value? Is it positive, negative, or both? Compare the charge at the beginning and the end. If the value doesn’t change polarity, then why is the scene is in your narrative? McKee points out:

If the value-charged condition of the character’s life stays unchanged from one end of a scene to the other, nothing meaningful has happened; it is a nonevent. If a scene is not a true event, cut it. If the scene is only there for exposition, it needs more justification. Every scene must turn.

 

How to Make Your Scenes Turn

Craft your scenes using the following process:

Begin with a value at stake in your character’s life. Base a scene goal on that value. (You could also start with the goal and discover the value at stake.)

Determine the motivation and goal of your scene’s opposition. (Your antagonistic force cannot exist merely to give your character an ass-pain.)

Over the course of the scene, challenge and threaten the state of that value through conflict between your character and the opposition. Beats should escalate logically and progressively (not leap a chasm from rationality to absurdity or from laxity to high tension).

Determine the final beat that is the turning point, the reaction that bears the fruit of surprise, increased curiosity, insight, or new direction.

Evaluate whether the beat process and turning point have changed the polarity of your character’s value. If not, keep working.

What is the outcome of the turning point—the surprise, curiosity, insight, or new direction? This is the starting point for your next scene in this plot line.

Note: If you’re a pre-plotter or outliner, you might find it useful to map the value/goal/turning point/outcome for each scene to ensure that your scenes are linked logically in a greater chain of cause-and-effect over the course of the narrative. Just as beats escalate to a turning point in each scene, so do scenes escalate to major turning points or reversals in the broader narrative.

Test this process by analyzing scenes from well-written books. Apply the process to your own scenes.

If you find it helpful, I’d love to hear from you. Please like this post and subscribe. And spread the word!

Ron Edison Says:
July 4, 2011 at 4:48 pm

Interesting. At MWA University, one of the presenters recommended approaching each scene as a ‘business deal’ for your protagonist–they have something they want in each scene and whether they get it or not is the note you end on–a lot like McKee’s ‘+/-’ tagging for scenes.

 If a character’s action occurs before an internal response, the reader will immediately recognize that something is “off,” and the whole interaction becomes fallible.

 

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